quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Tão iguais.

Eu grito pelo meu país
que finge
Os absurdos tão normais
onde estou

Eu desejei o teu lugar
Quis agir da mesma forma
Aqui todos são iguais!

Impunidade usada pra vencer
Comprada com seus votos
e sua omissão
Legislar ou pedir pão
Não seja tão honesto ou
irá morrer!
Se resignar e aceitar, se
eles são apenas dez?
Não terá o seu quinhão
tão sujo quanto o deles

Normalidade!
Senso comum!

(...me lembro como se fosse ontem o meu pai me falando pra eu estudar, pra ser alguém na vida e disse coisas sobre o caso Araceli e Ana Angelica, dizia que não ia dar em nada, me lembro de seus discursos sobre honestidade e como deveriamos ser e agir...)

Eu desejei este lugar
Quis agir da mesma forma
Aceitar os mais iguais!

Eu desejei o meu lugar
Vou agir da minha forma
Quero coisas mais reais!
(Tempos depois meu velho se foi e descobri que saber não bastava, precisava ser alguém ter um nome, um primo, um padrinho, não abria mão do que aprendia para ser o que eles desejavam o que eu fosse, por isso prometi fazer alguma coisa por todos que são honestos, por mim, meu amado, minha avó, meus amores, amigos e irmãos e por todos que sofrem neste estado do Espírito Santo.)

Tente conceber! Tente
vislumbrar!
Que é tão igual quanto os
que odeia!
Tudo isso vai mudar?

-

Me agrada!

Um comentário:

  1. Silêncio! Nada mudará, pois a rapidez com que vivemos hoje exclui toda a possibilidade de uma originalidade surgir. A massificação assola todos nós! Somos iguais e aceitamos isso, talvez isso seja a pior coisa. Conformismo, normalidade de um senso comum ignorante.

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