segunda-feira, 5 de abril de 2010

Ensaio sobre a cegueira.

Trezentos e doze era o número que a esperava, é aqui. bateu discretamente à porta, dez minutos depois estava nua, aos quinze gemia, aos dezoito sussurrava palavras de amor que já não tinha necessidade de fingir, aos vinte começava a perder a cabeça, aos vinte e um sentiu que o corpo se lhe despedaçava de prazer, aos vinte e dois gritou. Agora, agora, e quando recuperou a consciência disse, exausta e feliz: "Ainda vejo tudo branco.."

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