Arranjo de Células
Tiritam as vidraças na franja da mesa
sopra o rebojo no varal transposto
múltiplos campanares em distantes lares.
Minh'alma ardente é uma fogueira acesa
o sangue pirueta até torcer meu rosto mas
nada de chama nos celulares.
Em mil desejos o esplendor
com garras e asas de condor
sem saber, no vôo nostálgico,
és cá dentro um astro mágico
Num brasido enorme a crepitar,
ânsia de procurar sem encontrar
Arranjo de células que alenta,
me afunda frêmito na escura fenda
que abandona e te ausenta...
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